O número de mortos nos protestos contra o regime do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chegou a 648 nesta segunda-feira, 12, segundo levantamento divulgado por um grupo internacional de direitos humanos que acompanha a crise no país. As manifestações, que já duram cerca de duas semanas, vêm se intensificando tanto em escala quanto em violência.
O novo balanço foi divulgado pela ONG Direitos Humanos do Irã (IHR, na sigla em inglês), organização norueguesa sediada em Oslo, que compila dados a partir de fontes internas no território iraniano. Outras organizações não governamentais também monitoram a situação e têm relatado um aumento significativo no número de vítimas, além de denúncias de um massacre promovido pelo governo contra manifestantes.
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De acordo com a IHR, a repressão por parte das forças de segurança iranianas tem sido severa, com relatos recorrentes do uso de munição real contra civis que participam dos atos. O diretor da entidade, Mahmood Amiry-Moghaddam, cobrou uma reação internacional diante da gravidade da situação.
“A comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa cometidos pela República Islâmica”, disse o diretor da IHR, ao comentar o novo balanço de mortes verificado pela ONG.
O cenário no país é agravado pelo isolamento informacional imposto pelo governo iraniano. O líder supremo Ali Khamenei determinou o corte do acesso à internet, o que dificulta a checagem independente dos fatos e impede a confirmação do número real de vítimas. Apesar disso, organizações de direitos humanos afirmam continuar recebendo denúncias de que forças de segurança têm atirado contra manifestantes em diferentes regiões do país.
Diante da falta de transparência e das restrições impostas pelo regime, entidades internacionais alertam que o número de mortos pode ser ainda maior do que o oficialmente estimado até o momento.
(*) Com informações do G1


