Um levantamento do Núcleo.jor, divulgado na última terça-feira (6), aponta que os gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com anúncios na internet atingiram R$ 129,6 milhões em 2025, o maior volume já registrado desde o início da série histórica.
Os recursos foram executados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), comandada por Sidônio Palmeira desde janeiro deste ano. O crescimento expressivo reacende o debate sobre o uso de verbas públicas na publicidade digital.
De acordo com os dados, o montante aplicado em 2025 supera com larga margem os anos anteriores. Em 2024, os investimentos somaram R$ 42 milhões, enquanto em 2023 chegaram a R$ 47 milhões. No acumulado do atual mandato, o total já alcança R$ 219 milhões.
No comparativo com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que investiu R$ 93 milhões em anúncios online entre 2019 e 2022, o valor gasto pela atual administração em apenas três anos mais que dobra o período anterior.
Em nota, a Secom informou que o aumento segue critérios técnicos e acompanha mudanças nos hábitos da população. Segundo o órgão, o reforço da presença do governo nas redes sociais busca ampliar o acesso da sociedade a informações sobre direitos e serviços públicos.
A série analisada considera apenas despesas liquidadas por meio de agências de publicidade, classificadas na rubrica “meio = internet”, com dados disponíveis desde 2009. Outros formatos de veiculação, como rádio e televisão, não entram no levantamento.
Entre os principais destinos dos recursos estão plataformas como Google, Meta (Facebook, Instagram e Threads), Kwai e TikTok. Veículos tradicionais também aparecem entre os maiores beneficiados, como Globo, Record e UOL.
Os maiores repasses foram registrados para: Google (R$ 39 milhões), Meta (R$ 35,8 milhões), Kwai (R$ 10,4 milhões), TikTok (R$ 4,7 milhões), Globo (R$ 3,2 milhões), Record (R$ 3 milhões), Amazon (R$ 2,7 milhões), UOL (R$ 2,1 milhões), Editora Globo (R$ 1,5 milhão) e WarnerBros Discovery (R$ 1,1 milhão).
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