O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (8), o avanço de uma resolução bipartidária que restringe a capacidade do presidente Donald Trump de autorizar novas ações militares contra a Venezuela sem a aprovação prévia do Congresso norte-americano.
A medida ocorre após uma operação no fim de semana que capturou o ditador Nicolás Maduro, em meio a bombardeios a Caracas, da qual o Congresso não tinha conhecimento prévio. A medida foi aprovada por 52 votos a 47.
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Todos os senadores democratas votaram a favor, assim como cinco republicanos: Rand Paul, Todd Young, Lisa Murkowski, Josh Hawley e Susan Collins.
A resolução sobre poderes de guerra, apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, exige que Trump solicite permissão do Congresso antes de atacar ou usar as forças armadas contra a Venezuela.
Após a operação de sábado, na qual unidades especiais americanas invadiram Caracas e levaram Maduro para Nova York para ser julgado por “narcoterrorismo”, o presidente disse que não informou os legisladores porque “o Congresso tem a tendência de vazar informações”.
A ação provocou revolta entre democratas e alguns republicanos, que argumentaram que, sem aprovação do Legislativo, a operação foi ilegal e poderia arrastar os Estados Unidos para um conflito prolongado.
“Após as ações do governo no fim de semana, que resultaram em vários feridos entre os militares americanos, o Congresso precisa deixar claro ao público americano qual é a sua posição”, disse Kaine em um discurso no plenário do Senado na terça-feira. “A guerra deve ser o último recurso e não deve ser iniciada com base na vontade de uma única pessoa”, acrescentou.
(*) Com informações da Veja


