O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações duras nesta terça-feira (6) sobre manifestantes que protestaram em apoio à Venezuela em Nova York, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Os comentários foram feitos em um encontro com parlamentares republicanos da Câmara dos Representantes, em Washington, no Kennedy Center, no contexto das articulações políticas para o ano eleitoral.
Falando sobre os protestos, Trump dirigiu uma série de ataques aos participantes, questionando a origem e a aparência das pessoas que integraram o movimento. “Venezuela, todos lá marchando pelas ruas, eu amo isso, menos em Nova York. […] Essas pessoas são um desastre. Onde eles encontram essas pessoas? São as pessoas mais feias que eu já vi. Eles parecem… Eles têm chapéus todos desfiados e todos se parecem. Todos eles são pagos. Eles nem sabem do que estão falando”, disse o presidente.
Trump também mencionou a presença de imigrantes nos Estados Unidos em seu ataque, associando a participação nos protestos a pessoas que, segundo ele, não estariam informadas sobre o que defendem.
No mesmo dia, o presidente anunciou um acordo envolvendo a transferência de petróleo venezuelano para os Estados Unidos. Segundo Trump, as autoridades interinas da Venezuela concordaram em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao mercado norte-americano. O óleo, classificado por ele como de “alta qualidade” e sujeito a sanções, será vendido a preço de mercado, e os rendimentos serão controlados pelo governo dos EUA. Trump afirmou que os recursos obtidos serão utilizados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
O anúncio foi feito por meio da rede social Truth Social, onde Trump disse que solicitou ao secretário de Energia, Chris Wright, que execute o plano “imediatamente”, com transporte do petróleo por navios-tanque diretamente para os portos norte-americanos.
A transferência ocorre em um momento de grande tensão geopolítica envolvendo os dois países, após uma operação dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura de Maduro e de sua esposa no início deste mês. A ação provocou reações diversas no cenário internacional, com protestos de venezuelanos no exterior e críticas de governos aliados a Caracas.
*Com informações da CNN
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