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quarta-feira, janeiro 7, 2026

Sindicatos e movimentos sociais realizam protesto em SP e pedem soltura de Maduro

Os manifestantes defenderam a autonomia da Venezuela, a busca pela paz e o respeito e solidariedade ao governo e povo venezuelanos

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Uma manifestação promovida por Sindicatos e movimentos sociais foi realizada na tarde dessa segunda-feira (5), na capital paulista, pedindo pela libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado no último sábado (3). O ato ocorreu em frente ao Consulado dos Estados Unidos

Os manifestantes defenderam a autonomia da Venezuela, a busca pela paz e o respeito e solidariedade ao governo e povo venezuelanos. A organização estudantil União Nacional dos Estudantes (UNE) considera ser “inegociável” a “capacidade de autodeterminação” de um povo.

“A gente veio para esse ato hoje não só para demonstrar nossa solidariedade ao povo venezuelano, mas para conseguir colocar a posição dos estudantes da classe trabalhadora em relação aos ataques imperialistas, em especial dos Estados Unidos. O imperialismo, independente de qual país que seja, se coloca numa posição de dominação dos países, em especial os da periferia do capitalismo”, disse a estudante de Gestão de Políticas Públicas da USP Bianca Mondeja, integrante da direção da UNE.

Para a professora Luana Bife, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela é “uma ingerência que desestabiliza social e economicamente um país”. “Um dia depois da invasão na Venezuela, Trump já reafirma a possibilidade de avançar militarmente contra outros países. A nossa posição central é pela autodeterminação dos povos”, reafirma.

O membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, defendeu a soltura imediata do presidente Maduro. “Estamos aqui solidários ao povo venezuelano em defesa da soberania e exigindo a soltura imediata do presidente Maduro. Porque na verdade é o continente, são as democracias no mundo que estão ameaçadas. E nós, muito particularmente, em função daquilo que o próprio Trump, sem meias palavras, diferente inclusive de outros, disse diretamente”, destacou.

Segundo Mauro, há cerca de 60 membros do MST na Venezuela hoje. De acordo com ele, a percepção dos integrantes do movimento é de um processo de retomada das mobilizações populares na Venezuela.

“Para muitas pessoas que não vão estar conosco nas ruas gerou uma indignação e esse sentimento patriota, que efetivamente aflora nesse momento. Isso está acontecendo inclusive dentro da Venezuela, mesmo com os setores de direita venezuelana. E a gente está assistindo isso dentro dos Estados Unidos também”, afirmou.

*Com informações Agência Brasil

Leia mais: Políticos da esquerda no Amazonas condenam ação dos EUA contra Nicolás Maduro

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