A importância da pesquisa qualitativa como ferramenta científica para compreender comportamentos sociais, eleitorais e políticas públicas foi tema da mais recente edição do podcast As Jornalistas. O episódio reuniu reflexões sobre método, ética e profundidade analítica, destacando que pesquisa qualitativa vai além da opinião e exige rigor técnico e acadêmico.
A CEO do O Convergente, Érica Lima Barbosa, explicou que a pesquisa qualitativa ainda é pouco compreendida pelo público em geral, especialmente quando comparada às pesquisas quantitativas, mais conhecidas por trabalharem com números e percentuais.
“Poucas pessoas sabem o que é pesquisa qualitativa. Quando se fala em pesquisa, geralmente se pensa apenas na quantitativa, que é a dos números. A qualitativa eleitoral que eu realizo é baseada em formação acadêmica. Tenho mestrado nessa área e trabalhei com técnicas como história oral, análise de discurso e dialética”, comentou.
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A pesquisadora ressaltou que a metodologia qualitativa permite compreender sentidos, narrativas e construções simbólicas presentes no discurso social e político, oferecendo uma leitura aprofundada dos fenômenos, especialmente em contextos complexos como o da Amazônia.
“Existe todo um método científico. Não trabalho com imagem, publicidade ou marketing. Meu foco é o estudo específico e científico da análise de discurso”, disse.
O ‘As Jornalistas Podcast’ promove debates sobre jornalismo, pesquisa, comunicação e democracia, ampliando o espaço para vozes femininas e especialistas na produção de conhecimento.
Confira o episódio completo:
Quem é Érica Lima?
Érica Lima é mestre em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia (Fiocruz Amazônia/UFAM), jornalista com registro profissional (DRT), apresentadora do Debate Político em parceria com a Rede Onda Digital (canal 8.2), diretora-executiva do portal O Convergente e escritora associada à AJEB/AM.
Mais do que títulos, carrega a missão de comunicar onde o silêncio impera nos rincões de uma Amazônia muitas vezes tratada como margem, mas que é centro de vida, de luta e de saber. Atua onde a estrada não chega, construindo pontes entre dados e vozes, entre o invisível e o essencial. Fomenta o protagonismo de mulheres que, mesmo sem diplomas, são catedráticas da vida e estrategistas na arte de viver.
Com expertise em pesquisa qualitativa eleitoral, desvela percepções, desvenda territórios simbólicos e transforma escutas em leitura crítica do presente político.


