Um grupo de venezuelanos que vive em Manaus se reuniu no fim da tarde do último sábado, 3, no Largo de São Sebastião, no Centro da capital amazonense, para manifestar apoio à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
O ditador venezuelano foi preso no último sábado em ofensiva americana ocorrida na madrugada. O ato fez imigrantes residentes na capital amazonense irem às ruas em tom de comemoração. O venezuelanos classificaram o episódio como um marco na luta por mudanças políticas e retorno da democracia.
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Durante a mobilização, os participantes cantaram o hino nacional da Venezuela, exibiram mensagens em defesa da liberdade e comemoraram o que consideram o fim de um ciclo de autoritarismo.
Segundo os manifestantes, a retirada de Maduro do poder representa a retomada da esperança por democracia, reconstrução institucional e a possibilidade de retorno ao país de origem no futuro.
30 mil em Manaus
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2022, o Amazonas é o segundo estado brasileiro com maior concentração de venezuelanos, com 30.868 imigrantes.
Roraima lidera o ranking nacional, com 59.163 pessoas. Em Manaus, a presença venezuelana é expressiva, especialmente em regiões centrais e na periferia da cidade.
Explosões
A manifestação ocorreu horas após relatos de uma série de explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo informações da Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. O governo da Venezuela afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos.
Ainda conforme informações divulgadas pelo governo norte-americano, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido capturados e levados para os Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou que o casal foi retirado do país e que seria conduzido a Nova York. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado em um tribunal nova-iorquino.
Segundo Bondi, Maduro e sua esposa foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado.


