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quarta-feira, janeiro 7, 2026

Juiz que julgou casos do 11 de setembro conduzirá processo contra Maduro nos EUA

Alvin K. Hellerstein foi indicado e confirmado por Bill Clinton em 1998; magistrado presidiu casos dos ataques terroristas de 11 de setembro

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O caso de grande repercussão contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi atribuído ao juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, indicado e confirmado pelo presidente Bill Clinton em 1998.

Hellerstein, juiz sênior desde 2011 no Distrito Sul de Nova York, presidiu casos decorrentes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, bem como outras questões envolvendo terrorismo e segurança nacional.

O Departamento de Justiça americano divulgou no sábado (3) uma nova acusação contra Maduro, que faz parte de um processo criminal por tráfico de drogas que o governo federal move há 15 anos. Hellerstein supervisiona o caso há mais de uma década.

Leia mais: Acusado de narcoterrorismo, Maduro é levado a tribunal em Nova York

Na acusação de sábado (3), o Departamento de Justiça diz que Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio.

No ano passado, o ex-general e chefe da inteligência venezuelana Hugo Carvajal Barrios se declarou culpado perante Hellerstein de acusações relacionadas ao narco terrorismo e ao tráfico de drogas.

Segundo Elie Honig analista jurídico da CNN e ex-promotor federal, os advogados do ditador devem sustentar que Maduro não poderia ser processado por atos praticados enquanto chefe de Estado de um país estrangeiro.

Ele também avalia que é difícil prever como o caso será conduzido, já que não há um exemplo idêntico na história recente.

O juiz também ganhou destaque nos últimos anos ao negar os pedidos de Trump para transferir seu caso criminal de suborno para um tribunal federal.

Hellerstein considerou que o reembolso feito por Trump a Michael Cohen, que facilitou os pagamentos para silenciar a atriz de filmes adultos Stormy Daniels, não constituía ato oficial relacionado à sua presidência. O presidente americano ainda contesta essa decisão.

Ainda no ano passado, Hellerstein emitiu uma decisão impedindo o governo Trump de usar a Lei de Inimigos Estrangeiros para deportar venezuelanos e criticou o governo por deportar pessoas para uma prisão estrangeira “com pouca esperança de processo ou retorno”.

Fonte: CNN

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