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quarta-feira, janeiro 7, 2026

Especialistas avaliam pautas que podem ser ‘termômetro’ nas eleições 2026

Especialistas apontam temas estratégicos que devem medir o humor do eleitorado e antecipar tendências do cenário político em 2026

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O ano de 2026 será marcado pela disputa eleitoral majoritária nacional e estadual e o game já começou. Articulações, entendimentos políticos, busca dos partidos pelos arcos de aliança e conversas não formais nos bastidores já movimentam o cenário político em todo o Brasil.

Pautas como a anistia dos presos de 8 de janeiro; a responsabilidade fiscal; privatizações e a redução do papel do Estado para fomentar o desenvolvimento; de Deus, Pátria e Família; geração de empregos podem permear o campo da direita no Brasil e no Amazonas.

Já a esquerda, deve trazer para o centro do debate pautas como: ações na promoção da justiça social e no combate às desigualdades; fortalecimento de programas sociais, a valorização do salário mínimo; defesa do meio ambiente, dentre outras.

Já o Centro alternativa à polarização, enfatizando a moderação, o equilíbrio e a busca por consenso na política. Suas propostas poderão focar em reformas estruturais pragmáticas, como as administrativas e tributárias.

A avaliação foi feita pelos especialistas Afrânio Soares e Denise Coelho, que analisaram os temas chaves que podem permear as eleições em 2026.

Direita

Soares, analista político e administrador, ponderou quanto à direita e acredita que ela não deva vir tão unida em torno do nome de Flávio Bolsonaro e que o tema sobre anistia também esteja mais enfraquecido que anteriormente.

“A direita deva continuar com uma pauta extremamente conservadora, baseada no que ela já fazia que é a questão de Deus, Pátria e Família, e uma certa mobilização, talvez não tão abrangente, ou seja, pegando todos os partidos da Direita, que eu imagino que ela vá se fragmentar, não vá sair unida em torno de um só candidato que seria no caso presidencial, o Flávio Bolsonaro. Então, a direita não sei vem com uma forma tão grande na questão da anistia, anistia a Bolsonaro, aos “baderneiros” do 8 de janeiro, enfim, mas que vem com essa pauta vem, não sei se com a mesma força que já teve um dia”, destacou.

Já a advogada e especialista em Direito Eleitoral, Denise Coelho, destacou as principais pautas que devem ser usadas pela direita de um modo geral, como economia liberal, conservadorismo em contra ponto ao progressista, redução do papel do Estado, bem como pautas em apoio ao fortalecimento da segurança pública em todo o país.

“A direita poderá concentrar sua plataforma em propostas de cunho econômico liberal, defendendo a responsabilidade fiscal, privatizações e a redução do papel do Estado para fomentar o desenvolvimento e a geração de empregos. Paralelamente, a pauta da segurança pública poderá ser fortalecida, com defesas do endurecimento penal e do apoio às forças de segurança. Poderá haver também uma forte ênfase em valores conservadores, contrastando com agendas progressistas”, pontuou.

Esquerda

Quanto à esquerda, Denise ressalta que o reforço em pautas sociais sejam a bandeira da esquerda, entre elas, os programas voltados aos mais vulneráveis no combate às desigualdades.

“A esquerda, por sua vez, poderá pautar suas ações na promoção da justiça social e no combate às desigualdades. Suas propostas poderão incluir o fortalecimento de programas sociais, a valorização do salário mínimo e a proteção dos direitos trabalhistas, sublinhando o papel ativo do Estado na garantia da igualdade. A proteção e a ampliação dos direitos humanos, com especial atenção a minorias e grupos vulneráveis, poderão ser centrais, assim como a defesa do meio ambiente”, ressaltou Denise Coelho.

Afrânio Soares acredita que o governo Lula vai ser usado como pauta principal, haja vista que pode concorrer à reeleição e é o nome mais forte que representa à esquerda, pelo bom desempenho na “rixa” com os Estados Unidos.

“Quanto à esquerda, eu acho que ela vai priorizar e vem mais unida, porque só tem mesmo o Lula em condições de ganhar uma eleição, uma reeleição nesse caso. Ele vem enaltecendo os seus feitos e o bom desempenho que teve nesta rixa com os EUA”.

Centro

Soares aponta que o centro não é tão unido devido seus desdobramentos a pautas esquerdistas e direitistas, e preferem à moderação. Ele acredita que venham nomes de líderes como vices nas composições de chapas e que o centro atua como um pêndulo, posicionando na maioria que acreditam ser vencedores.

“O Centro é um balanço, um pêndulo, que vai se posicionar em cima da maioria que ele acredita que vai ser vencedor. O centro vai compor também, vai ter muita gente sendo vice de chapas e talvez até uma coisa mais majoritária. O centro não é tão unido, tem o centro-direita, centro-esquerda e o centrão e pauta do centro é um pouco de cada uma dessas pautas de esquerda e direita e pregando a moderação. Acredito que é o que vai estar na vanguarda destes três blocos”, disse Afrânio.

Denise também concorda que o centro vem como alternativa à polarização, buscando equilibrar o tabuleiro político, que há tempos vem sendo palco de debates acalorados e polarizados entre esquerda e direita.

“O centro poderá procurar se estabelecer como a alternativa à polarização, enfatizando a moderação, o equilíbrio e a busca por consenso na política. Suas propostas poderão focar em reformas estruturais pragmáticas, como as administrativas e tributárias, com o objetivo de otimizar a eficiência governamental e o ambiente de negócios. A capacidade de articulação política, a atração de investimentos em infraestrutura e o fomento a parcerias público-privadas poderão ser elementos chave para seu discurso”, conclui.

Leia mais: Reabertura das Casas Legislativas aquece cenário político para as eleições de 2026 no AM

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