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quinta-feira, março 27, 2025

Base do prefeito na CMM aprova urgência e acelera pedido de empréstimo de R$ 2,6 bilhões

Com a urgência aprovada, os pedidos de David Almeida ganham 'prioridade' nos debates da CMM

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Após semanas, o novo pedido de empréstimo do prefeito David Almeida (Avante) chegou a discussão na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (25). Foram encaminhados à Casa dois projetos com pedido de urgência para solicitar o empréstimo que chega a R$ 2,6 bilhões, o qual foi aprovado por maioria dos vereadores.

Conforme noticiou O Convergente, David Almeida já havia anunciado no início do ano que solicitaria um novo empréstimo à CMM. O líder do prefeito na CMM, o vereador Eduardo Alfaia (Avante), comentou que o valor do novo pedido seria de R$ 2 a R$ 2,5 bilhões.

Na sessão plenária desta terça-feira, os vereadores precisaram inverter a pauta para votar o pedido de urgência da Prefeitura de Manaus. O primeiro projeto a entrar em votação foi o pedido de R$ 145,8 milhões.

No início das discussões, o vereador Rodrigo Guedes (PP) afirmou que os projetos haviam chegado no plenário somente na manhã desta terça-feira e chegou a classificar o pedido como violação à lei.

“Somado todos os pedidos de empréstimo das outras gestões, não chega ao valor somente deste pedido de empréstimo. Não especifica qual instituição financeira que se pretende contrair o empréstimo, ou seja, viola até um dispositivo da Lei Orgânica de Manaus e do regimento interno da Câmara Municipal de Manaus, no pedido de R$ 2,5 bilhões”, disse.

Ainda na discussão, o vereador Gilmar Nascimento (Avante) defendeu a urgência dos pedidos e pontuou que a gestão do prefeito David Almeida precisa de financeiro para fazer melhorias na cidade de Manaus.

“Não dá para se discutir o mérito do projeto, estamos discutindo a urgência. A urgência está caracterizada pela questão da relevância, da necessidade do recurso financeiro, porque o município tem o orçamento de R$ 10,5 bilhões, mas ele tem orçamento e não financeiro. […] Estamos falando de áreas de risco, segurança, saúde, e para tudo isso precisa de financeiro, então a matéria é de relevância”, defendeu.

A urgência do projeto foi aprovada por maioria dos vereadores. Votaram contrário os vereadores Capitão Carpê (PL), Coronel Rosses (PL), Sargento Salazar (PL), Raiff Mattos (PL), Diego Afonso (UB), Zé Ricardo (PT), Rodrigo Sá (PP) e Rodrigo Guedes (PP).

R$ 2,5 bilhões

Logo após a aprovação, os vereadores entraram em discussão sobre o pedido de urgência do projeto que solicita o empréstimo de R$ 2,5 bilhões. Diferente da discussão anterior, outros vereadores chegaram a se posicionar manifestando o voto contrário por conta do alto valor solicitado pelo prefeito David Almeida.

“Ainda a pouco, eu votei a favor do regime de urgência do valor de R$ 145,8 milhões. Contudo, estamos falando de R$ 2,5 bilhões, é um valor muito alto e um montante que precisamos discutir essa matéria! […] Esse empréstimo é de suma importância para a nossa cidade, como também a sua aprovação, mas a urgência não justifica”, comentou o vereador Saimon Bessa (UB).

O vereador Diego Afonso (UB) alegou que o pedido de urgência seria uma ‘manobra’ da base do prefeito para fazer com que o mesmo conseguisse o valor bilionário.

“Talvez estaria convencido se ele tivesse cumprido as promessas, do empréstimo da última legislatura ele tivesse honrado, estaria convencido se ele realmente executasse […]. Digo e afirmo, nenhum dos vereadores está confortável com esse pedido, é mais uma manobra da base para tentar passar mais um cheque em branco”, disse o vereador Diego Afonso.

Mesmo com a manifestação contrária de diversos vereadores, a urgência do projeto foi aprovada por maioria, com votos contrários dos vereadores Paulo Tyrone (PMB), Marcos Castilhos (UB), Capitão Carpê (PL), Coronel Rosses (PL), Sargento Salazar (PL), Raiff Mattos (PL), Saimon Bessa (UB), Diego Afonso (UB), Zé Ricardo (PT), Rodrigo Sá (PP), Rodrigo Guedes (PP) e Aldenor Lima (UB).

Os pedidos seguem para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação e a matéria deve ser debatida na sessão plenária desta quarta-feira (26).

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