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sexta-feira, novembro 22, 2024

Após Governo Federal encerrar programa de escolas cívico-militares, governadores se pronunciam e decidem manter modelo

Governo Federal encerra, mas deixa brecha para governos estaduais seguirem com o modelo

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Na última segunda-feira (10), o Governo Federal anunciou o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) criado em 2019 na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Mais de 200 colégios operam nesse modelo no país e atendem cerca de 190 mil estudantes.

A decisão foi comunicada pelo Ministério da Educação e da Defesa, por meio de ofício enviado às Secretarias Estaduais de Educação, após a realização do processo de avaliação que justificou o encerramento ao apontar conflitos entre a estrutura do Pecim e os alicerces da educação brasileira. O desvio de finalidade das atividades das forças armadas, que não têm papéis educacionais e pedagógicos, também foi citado como justificativa.

A consequência imediata, a partir dessa decisão, é a desmobilização dos integrantes das forças armadas nas unidades educacionais vinculadas ao programa. Segundo o Ministério da Educação, tudo isso será feito de forma gradual para não atrapalhar o ano letivo.

A decisão divide opiniões no cenário político. Alguns governadores já se pronunciaram e decidiram manter as escolas, após encerramento de programa.

No Amazonas  existem atualmente  sete escolas nesse modelo, cinco em Manaus e uma no município de Tabatinga. O governador Wilson Lima (União), se pronunciou pelo Twitter e afirmou que o estado vai manter o programa. “Quero tranquilizar pais, alunos e professores que fazem parte das escolas cívico-militares. Independente da decisão do Governo Federal, no Amazonas, esse modelo exitoso vai continuar”, esclareceu Wilson.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comunicou que vai manter as 4 escolas que integram o programa no DF. Atualmente, o Distrito Federal tem 13 unidades escolares que seguem esse modelo, mas apenas 4 fazem parte do Pecim. Já em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou através de suas redes sociais, que vai criar um modelo próprio do programa para o estado.

Vale ressaltar que as atividades de colégios militares vinculadas aos ensinos estadual e municipal não serão alteradas. O modelo cívico-militar é diferente do modelo das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas. O prazo para que as forças armadas deixem as escolas é até o fim de 2023.

Sobre o Programa

Instituído pelo decreto n° 10.004, em 2019, o Pecim priorizava a militarização dos espaços de ensino, implementando o modelo de Escola Cívico-Militar em escolas públicas de ensino regular. Com regras rígidas quanto às vestimentas, aparência e disciplina dos alunos, as escolas que aderiram ao programa passaram a ter militares reservas das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares como monitores e gestores.

Leia mais: MPF AC entra com ação para garantir diretos das escolas cívico-militares e Governador do AM se pronuncia sobre caso

 

Por Karina Garcia

Foto: Divulgação

Revisão: Vanessa Santos

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