Na terça-feira (11), vários prédios públicos da prefeitura de Careiro Castanho, interior do Amazonas, tiveram a energia elétrica desligada.
Uma dívida de R$ 1,5 milhão causou o corte. Pois a informação foi confirmada tanto pelo vereador Antônio Teixeira (PSDB) quanto pela comunicação da concessionária Amazonas Energia.
Após o pagamento da dívida, a energia elétrica começou a ser religada ainda na tarde de terça, de acordo com a empresa. Segundo o vereador Teixeira, ele recebeu diversas denúncias de funcionários das repartições da prefeitura sobre o corte de energia na manhã de terça-feira.
Contudo ele questionou o motivo do corte, mencionando que o município havia recebido quase R$ 20 milhões em repasses federais e estaduais no mês de junho.
Durante a fiscalização, o vereador constatou a falta de energia na Secretaria de Produção Rural, Secretaria de Meio Ambiente, prefeitura da cidade e feira municipal, entre outros prédios.
Além disso, o vereador destacou que por causa de falta de energia afetaria o abastecimento de água em várias áreas do município.
Confirmação
Em suma a concessionária Amazonas Energia confirmou o corte de energia ocorrido na manhã de terça-feira por meio de uma nota, pois afirmou que a prefeitura estava ciente da ação.
Confira a nota na íntegra:
A Amazonas Energia vem a público esclarecer que a Prefeitura do Careiro Castanho foi informada sobre ação de corte no fornecimento em unidades não essenciais.
A concessionária esclarece, ainda, que os débitos cobrados pertencem à Prefeitura e que a dívida está acumulada pelo período de 11/2020 à 05/2023, somando mais de R$ 1.500.000,00.
A distribuidora mantém contato com o órgão municipal periodicamente a fim de regularizar a situação fornecendo, inclusive, opções de desconto de multas, juros e parcelamento do valor da dívida.
A concessionária ressalta que aqueles que ainda se mantém na inadimplência prejudicam a população, onerando os custos da empresa e, por consequência, inviabilizando investimentos.
Explicações da prefeitura
Em SUMA a reportagem de O Convergente entrou em contato com a prefeitura do Careiro Castanho em busca de mais informações sobre o problema, mas até o fechamento da reportagem, não obteve resposta.
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Texto: Hector Santana
Ilustração: Marcus Reis