Nessa sexta-feira, 20/1, foram completados dois anos desde que a administração do democrata Joe Biden tomou posse na Casa Branca. O Partido Democrata, liderado por uma de suas vertentes mais conservadoras, retornou ao poder executivo do país com a promessa e a ilusão de reverter a corrosiva era ‘Donald Trump’ que, em apenas quatro anos, havia provocado uma série de mudanças substanciais tanto na política interna quanto na política global. Transformações que culminaram na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 e a recusa do Trumpismo em aceitar sua derrota eleitoral até hoje.
Durante sua campanha presidencial, Biden criticou duramente as medidas que seu adversário republicano estava implementando contra Cuba. Ele até prometeu reverter as “políticas fracassadas do Trump que prejudicaram os cubanos e suas famílias”.
Algumas semanas após a posse de Biden, no dia 4 de março de 2021, um grupo de 80 congressistas democratas da Câmara dos Deputados escreveram uma carta na qual pediam ao presidente que abandonasse as sanções que Trump havia implementado contra Cuba, descrevendo-as como “cruéis”. Entretanto, a resposta do executivo viria cinco dias mais tarde. Em entrevista coletiva, quando perguntada sobre a carta, a porta-voz presidencial, Jen Psaki, afirmou que “uma mudança na política em relação a Cuba não está atualmente entre as principais prioridades do Presidente Biden”.
Durante 2022, embora Biden não tenha modificado substancialmente a atitude do governo, ele foi forçado a introduzir algumas mudanças. Externamente, a eclosão da guerra na Ucrânia, manteve o aparato externo da Casa Branca concentrado na construção do que seria o “conceito estratégico” atualizado da Otan, que em sua reunião de cúpula em Madri colocou a China e a Rússia como seus principais inimigos. No plano interno, o aumento da inflação nacional, que atingiu seu nível mais alto em 40 anos, combinado com a queda da popularidade de Biden – o declínio mais rápido em termos de imagem desde a Segunda Guerra Mundial – levou o governo a adotar uma política conservadora em relação a Cuba em um ano eleitoral.
Política de bloqueio – No dia 3 de fevereiro deste ano, serão completados 61 anos desde que os Estados Unidos iniciaram sua política de bloqueio contra a ilha com a Proclamação Presidencial 3.447 do Presidente John F. Kennedy. O objetivo desta medida era punir o governo revolucionário de Fidel Castro por seu “alinhamento com as potências comunistas”, a União Soviética e a República Popular da China, no marco da Guerra Fria.
Prejuízos econômicos – No relatório mais recente elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores cubano sobre os prejuízos econômicos causados pelo bloqueio, estimou-se que durante os primeiros 14 meses da administração Biden, os prejuízos causados a Cuba atingiram US$ 6,3 bilhões. Ou seja, mais de US$ 454 milhões por mês e US$ 15 milhões por dia. Nos sessenta anos do bloqueio, o prejuízo econômico para o país caribenho está estimado em US$ 154 bilhões.
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Da Redação com informações Brasil de Fato
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