Em entrevista a um programa de TV em Roraima, nessa terça-feira, 13/9, o governador e candidato à reeleição, Antonio Denarium (PP), voltou a afirmar que, se reeleito, pretende legalizar a exploração garimpeira no Estado. Questionado se ainda pretende permitir a exploração garimpeira no estado, já que sancionou uma lei que protege os bens de garimpeiros que foram apreendidos em ações de fiscalização de órgãos estaduais, Denarium disse que é contra o garimpo ilegal, mas que pretende sim legalizar.
“Quando eu cheguei aqui em Roraima, há 31 anos, já existia na Praça do Centro Cívico um monumento em homenagem aos garimpeiros, é uma atividade centenária no estado de Roraima. O que eu sou contra é do garimpo ilegal e o Projeto de Lei que eu aprovei na Assembleia Legislativa é para mineração de forma organizada em áreas do estado, não é dentro de área indígena ou Unidades de Conservação. O que eu estou trabalhando é para tirar da ilegalidade essas pessoas e trazer para legalidade”, disse Denarium.
Em outro trecho da conversa, Denarium afirma que o Projeto de Lei libera a atividade garimpeira no estado é para que a mineração ocorra por meio de cooperativas, para gerar lucro para o estado e legalizar o que hoje é ilegal.
“Da forma que foi proposto, o projeto de lei é para mineração em forma de cooperativas para que os garimpeiros possam trabalhar e todo minério produzido no Estado de Roraima possa ser comercializado aqui no Estado. Hoje todo o minério que é extraído aqui, ele sai do estado de forma ilegal e não fica nada aqui no estado”, disse.
Denarium também respondeu outros questionamentos e criticou a gestão da Prefeitura de Boa Vista, quando questionado sobre ações para a enfrentar os problemas no sistema de saúde estadual, que continua na ‘UTI’.
Quando questionado sobre o caos na saúde, o governador voltou a afirmar que pegou o estado falido e, em seguida, a crise causada pela pandemia da Covid-19. Além disso, o governador atribuiu à Prefeitura de Boa Vista a vinda de venezuelanos, que fogem da crise no País vizinho.
“Todos sabem também que a vinda dos migrantes venezuelanos para Roraima se deu em função do anúncio da Prefeitura (de Boa Vista) que iria pagar o aluguel para os migrantes. Aí começou a aumentar o número de pessoas no nosso Estado e, também, naquele momento, a Prefeitura fechou os postos de Saúde, não deu assistência para o Governo, para o nosso povo e automaticamente congestionou o nosso sistema de saúde”, acusou.
A gestão da Saúde estadual é alvo de críticas diárias por parte de usuários. As denúncias vão desde cozinha de hospital insalubre, a falta de matérias e equipamentos no recém-inaugurado HGR, além do teto que desabou e até alagamentos na maternidade estadual, que funciona em uma estrutura improvisada há mais de um ano.
—
Da Redação
Foto: Reprodução G1 Roraima