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sexta-feira, abril 4, 2025

Polícia Federal localiza embarcação em que viajavam Dom Phillips e Bruno Pereira, no Amazonas

Coordenação da Polícia Federal informou, por meio de nota, que a embarcação em que viajava a dupla foi encontrada na noite desse domingo, 19/6, por volta das 20h, na região de Atalaia do Norte, interior do Amazonas

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A embarcação em que viajava o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foi localizada por bombeiros e militares da Marinha na noite desse domingo, 19/6, em Atalaia do Norte, interior do Amazonas. As informações foram repassadas pelo Comitê de Crise, coordenado pela Polícia Federal, que também coordenou as buscas e investigações no local do crime. Em nota, a PF também informou que o barco será enviado para exames periciais para ajudar na elucidação do delito.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a embarcação havia sido afundada para a ocultação do crime. Também nesse domingo, o Comitê informou que cinco pessoas foram identificadas por suposta participação na ocultação dos cadáveres do indigenista e do jornalista.

Os suspeitos foram localizados e ouvidos pelos agentes que atuam na operação, mas estão respondendo em liberdade, pois “a lei não permite enquadrar em nenhuma hipótese… não é flagrante e não cabe temporária e preventiva”, comunicou o delegado superintendente Eduardo Fontes.

Até o momento, três suspeitos foram presos pela morte de Bruno e Dom. São eles: Amarildo da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Pelado”; Oseney da Costa de Oliveira, 41, o “Dos Santos”; e Jeferson da Silva Lima, chamado de “Pelado da Dinha”.

Amarildo da Costa de Oliveira confessou ter executado o crime, enquanto seu irmão Oseney se reservou ao direito de permanecer em silêncio. Já Jeferson está envolvido na ocultação dos cadáveres, segundo as informações preliminares.

A PF também afirmou, por meio de nota, que “as investigações continuam no sentido de esclarecer todas as circunstâncias, os motivos e os envolvidos no caso”.

“Os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuam em andamento para completa identificação dos remanescentes humanos e compreensão da dinâmica dos eventos”, completou a PF.

A Polícia Civil do Amazonas também emitiu nota neste domingo sobre as investigações.

O delegado Alex Perez, titular da 50ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Atalaia do Norte, no interior do Estado, destacou que os policiais estão trabalhando para identificar os suspeitos restantes e que mais informações sobre o caso podem ser repassadas a qualquer momento.

Prisões – No sábado, 18/6, a Polícia Federal prendeu o terceiro suspeito de envolvimento nas mortes do indigenista e do jornalista. Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, que estava foragido, foi preso após se entregar na Delegacia de Polícia de Atalaia do Norte.

De acordo com informações divulgadas pela PF, o suspeito se entregou para as autoridades após saber, por meio de familiares, que estava sendo procurado pela polícia.

O mandado de prisão em desfavor de Jeferson da Silva Lima foi expedido pela Justiça Estadual de Atalaia do Norte na sexta-feira 17/6. Outros suspeitos do crime estão sendo investigados.

Além de Lima, a Polícia Federal prendeu primeiro o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou ter esquartejado e enterrado os corpos.  Depois, o irmão dele, Oseney de Oliveira, foi preso, mas negou envolvimento no duplo homicídio.

Corpos encontrados – Amarildo foi quem levou a polícia até o local onde estavam os restos dos corpos de Dom e Bruno. O material foi enviado para análise na quinta-feira, 16/6, e ontem a PF confirmou que as partes encontradas eram de Dom.

O Comitê de Crise, coordenado pela Polícia Federal no Amazonas,  diz que estão sendo feitos todos os testes para a identificação completa dos remanescentes para identificação da causa das mortes e para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos.

A perícia ainda analisa o material e até então ainda não há informações sobre Bruno.

Sem mandante – Em nota divulgada na sexta-feira, 17, a PF descartou a participação de organização criminosa ou de mandante por trás da morte de Dom e Bruno. “Com o avanço das diligências, novas prisões podem acontecer”, informou

A corporação disse ainda que as buscas pela embarcação utilizada pela dupla continuam com o apoio dos indígenas da região e dos integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava).

A entidade, por sua vez, emitiu nota dizendo que “não concorda com o desfecho da Polícia Federal que afirma não haver mandante para o crime que culminou na morte de Dom e Bruno”.

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Da Redação com informações da CNN Brasil
Foto: Divulgação/PF

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