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quarta-feira, abril 2, 2025

Ciro Gomes acena para partidos de cento e centro-direita, mas ainda não há aliança eleitoral para 2022

Cacique pededista, Carlos Lupi, liberou diretórios regionais da sigla a apoiar o nome à Presidência que melhor servir às negociações locais

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O pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT), vem fazendo acenos a partidos de centro e centro-direita, mas, por enquanto, a possibilidade de uma aliança eleitoral com ao menos parte do grupo que inclui União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania segue distante.

Para o presidente do PDT, Carlos Lupi, não há como a chamada “terceira via” propor uma aliança com o ex-ministro e ex-governador do Ceará neste momento em meio à falta de consenso sobre os pré-candidatos Simone Tebet (MDB) e João Doria (PSDB) dentro de suas próprias siglas.

A ambiguidade de Ciro sobre firmar alianças ao centro e à centro-direita apareceu em declarações na última quarta-feira, 6/4, na saída de um almoço com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em Brasília. “O que se chamou de “terceira via” no Brasil são viúvas do [presidente Jair] Bolsonaro e eu não tenho nada a ver com isso”, disse o pedetista.

A cúpula do PDT cita clima de admiração mútua no encontro com Pacheco e as conversas de Ciro com Gilberto Kassab como exemplos da proximidade com o PSD.

Há duas semanas, por outro lado, Ciro jantou com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar. Em conjunto com MDB, PSDB e Cidadania, a legenda resultante da fusão de DEM e PSL anunciou o lançamento de uma candidatura unificada ao Palácio do Planalto, a ser anunciada em 18 de maio.

O senador Cid Gomes “desejaria muito” ver o irmão liderar os partidos de centro na corrida presidencial. “Não temos preconceito em governar com partidos que não tenham a mesma ideologia e somos capazes de publicamente dizer: ‘estou abrindo mão de um ponto que defendo para conciliar com outra força’”, disse.

Lupi lembra que o PDT tem boa relação com o União Brasil em Estados como Mato Grosso, Bahia, Goiás, Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Mas o próprio Cid enumera as dúvidas que surgem sobre uma conciliação de propostas que acomode seu irmão em uma eventual chapa com, senão todos, ao menos uma combinação dos partidos da chamada terceira via.

“Será que o Ciro abrirá mão de defender a cobrança de imposto de renda sobre lucros e dividendos? Será que o União Brasil concordará com essa proposta? Ou o PSDB? Será que o Ciro deixará de defender [o sistema da] Previdência em um modelo diferente do atual?”, disse o senador, deixando as perguntas no ar.

Ambos os líderes pedetistas afirmam ainda haver conversas concretas sobre alianças com o PSD de Gilberto Kassab em Estados como Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro.

Kassab tem se mantido distante das tratativas entre União Brasil, MDB e PSDB. Convidou 1º Pacheco e, depois, o ex-governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) para encabeçar uma candidatura presidencial pelo PSD –ambos recusaram a proposta.

O cacique pessedista liberou diretórios regionais da sigla a apoiar o nome à Presidência que melhor servir às negociações locais.

No Rio, o prefeito Eduardo Paes (PSD) e Lupi deixaram acertado que o ex-presidente da OAB Felipe Santa Cruz (PSD) e o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT) caminhariam juntos na eleição ao governo fluminense.

Reuniram-se na quinta-feira, 7/4, mas não houve acordo sobre a posição que cada um dos pré-candidatos ocuparia na chapa. Tanto Neves quanto Santa Cruz acreditam que conseguirão se provar a melhor opção ao longo dos próximos meses.

Da Redação com informações Poder360

Foto: Divulgação

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